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Junio 14, 2007

INTIMIDACION

Lo que sorprende es que la intimidación escolar (Bullying) - que hemos conocido recientemente a través de los medios- , no sea abordado con la prontitud y urgencia que amerita. ¿Qué estamos esperando?.

Sr. Director

La calidad de la educación vuelve a la mesa de las discusiones; se asignan nuevos y considerables recursos, se plantea la necesidad de reformar la LOCE para limitar el lucro y acabar con la selección de alumnos. Todas cuestiones muy relevantes.

Lo que sorprende es que la intimidación escolar (Bullying) - que hemos conocido recientemente a través de los medios-,no sea abordado con la prontitud y urgencia que amerita. ¿Qué estamos esperando? ¿Que hayan más casos como el de Pamela Pizarro alumna de13 años del Colegio Javiera Carrera de Iquique que a finales del año pasado, en un acto de gran desesperación producto del acoso y la intimidación a la que fue objeto por sus compañeros terminó por suicidarse? O que se retiren de las escuelas todos los niños intimidados como lo tuvo que hacer recientemente la madre de Harry, el alumno de segundo medio del Liceo Ciencia y Tecnología de la comuna de La Cisterna que fue agredido insistentemente y amenazado de muerte por sus compañeros; y que las autoridades educacionales estimaron que era “un juego”.

En Inglaterra, país al que tanto emulamos pedagógicamente en muchos aspectos, por ley toda escuela debe tener un plan de atención a la intimidación. En muchos países europeos y también asiáticos se han desarrollado programas y métodos para atender la intimidación. En España recientemente se ha cuantificado el fenómeno, alcanzando al 24 % del alumnado.

Qué hemos hecho nosotros, en nuestro país en el que tanto se habla de calidad de la educación: prácticamente nada. Nuestra definición de calidad se limita al SIMCE y a la PSU, sin entender que una educación de calidad es también aquella que enseña la tolerancia, la no discriminación, a respetar al distinto, y por sobre todo, enseñar a dialogar y no a hostigar, intimidar y acosar.

Es tiempo que atendamos el problema de la intimidación -que está instalado en nuestras escuelas y que silenciamos y ocultamos - con una política pública explícita y coherente. No esperemos los nuevos casos de Pamela y Harry.

Abraham Magendzo K.
Investigador Fundación IDEAS
Coordinador Cátedra UNESCO /UAHC

Posted by abraham at Junio 14, 2007 01:14 AM

Comments

que muera alguien

Posted by: FERNANDO at Septiembre 15, 2007 12:35 AM

Que lastima que el tema de la convivencia escolar no sea mas que parte del discurso y "jargon" que empleamos los docentes. En paises desarrollados el bullying ha sido abordado hace ya tiempo con politicas que educan no solo a los alumnos sino a todos los componentes de la comunidad escolar. Los docentes se toman el tema en serio, sin minimizar ni hacer interpretaciones equivocadas del problema. Mi hijo fue sujeto de bullying y la forma de abordarlo de parte de nosotros los padres, y el colegio, soluciono el problema en dos semanas.

Posted by: Catherine Flores at Diciembre 21, 2007 05:56 AM

Fenômeno Bullying
Mário Felizardo*

Quando abordamos o tema “violência nas escolas”, nos vêm em mente formas explícitas de violência: vandalismo, pixação, rixas e agressões contra professores. Porém esquecemos – ou desconhecemos – que a escola convive com uma violência ainda mais cruel, muitas vezes, ignorada ou não valorizada da devida forma por pais e professores.

Trata-se do “Fenômeno Bullying”, definição universal para o conjunto de atitudes agressivas, repetitivas e sem motivação aparente perpretadas por um aluno – ou grupo – contra outro, causando sofrimento e angústia.

Estamos falando do isolamento intencional, dos apelidos inconvenientes, da amplificação dos defeitos estéticos, do amedrontamento, das gozações que magoam e constrangem, chegando à extorsão de bens pessoais, imposição física para obter vantagens, passando pelo racismo e pela homofobia, sendo “culpa” dos alvos das agressões, geralmente, o simples fato de serem “diferentes”, fugirem dos padrões comuns à turma – o gordinho, o calado, o mais estudioso, o mais pobre.

As vítimas dessa violência silenciosa presente em todas as escolas, sem distinção de classe social ou região geográfica, sofrem caladas e de forma contínua, tornando sua vida escolar um martírio. As chagas abertas na alma desses meninos e meninas dificilmente cicatrizam.

Os agressores, normalmente jovens “populares”, provenientes de um ambiente familiar desestruturado e de modelo autoritário, também sofrerão as conseqüências da falta de limites e da não-afirmação de valores vivenciados nessa fase da vida. Pois, o que esperar desses jovens que fazem dos mais frágeis objetos de diversão e prazer, senão adultos de atitudes anti-sociais?

Há os que não agridem nem são vitimados, porém convivem resignados com esse indesejado desequilíbrio de poder. Sementes de adultos que cruzam os braços frente às injustiças e ao abismo das desigualdades de nosso país.

Para exemplificar, uma pesquisa na Europa que acompanhou jovens que, entre 12 e 16 anos eram agressores, verificou que até os 24 anos, 60% deles tinham pelo menos, uma acusação criminal.

Dados os prejuízos psicológicos que essa forma de agressão produz temos que reconhecer e procurar sanar, também, a íntima ligação do fenômeno com o baixo rendimento escolar, o absenteísmo e a evasão escolar.

A partir da análise das conseqüências individuais e coletivas da participação de cada um dos envolvidos, é evidente que o bullying praticado nas escolas de hoje, projetado para o futuro, significa violência doméstica, alcoolismo e drogadição, assédio moral no trabalho, criminalidade e altos investimentos na área da saúde, na construção de presídios e na estrutura da justiça e da segurança. Nesse sentido, outros países tratam o tema com a maior relevância. Podemos afirmar que estamos, pelo menos, 15 anos atrasados nessa questão.

Assim sendo, juntamente com a professora Jane Pancinha, desenvolvemos o projeto de cunho social denominado “Diga Não ao Bullying” que visa a conscientizar, motivar e dar ferramentas para que a comunidade escolar desenvolva estratégias de combate a essas agressões veladas.

Para cada vítima que encontre entendimento para seu sofrimento ou para cada agressor que se dê conta de sua transgressão, renova-se a esperança de um mundo mais justo e solidário.


Mário Felizardo é Oficial de Proteção da Infância
e da Juventude do Poder Judiciário e
coordenador do projeto
Iniciativa por um Ambiente Escolar Justo e Solidário.

O site do Dr. Felizardo é www.diganaoaobullying.com.br

Posted by: Carla Corrêa at Septiembre 7, 2008 08:57 AM

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